Medidas de segurança começam a ser planejadas e implementadas em escolas das redes pública e privada de Santa Maria

Eduarda Paz e Laura Gomes

Medidas de segurança começam a ser planejadas e implementadas em escolas das redes pública e privada de Santa Maria

Foto: Eduardo Ramos (Diário)

Após os ataques de violência em uma escola em São Paulo e em Blumenau, as instituições de ensino públicas e privadas de Santa Maria estão em diálogo com os órgãos de segurança para criar medidas que previnam ataques e impeçam a divulgação de informações falsas.

Em 27 de março, quatro professores e um aluno foram esfaqueados dentro da Escola Estadual Thomazia Montoro, na Vila Sônia, em São Paulo. A professora Elisabete Tenreiro, 71 anos, teve uma parada cardíaca e morreu no Hospital Universitário, da USP. Na manhã do dia 5 de abril, uma creche particular, na cidade de Blumenau, em Santa Catarina, foi alvo de um ataque. Quatro crianças morreram.

Botão do pânico é uma das medidas implementadas em Santa Maria

Em Santa Maria, na tarde desta segunda-feira (10), foi anunciada a ampliação da segurança nas escolas, com a instalação de botões de pânico, monitoramento das redes sociais e aumento do patrulhamento. – Além das rondas feitas pela Guarda Municipal nas escolas e das câmeras de videomonitoramento, agora, as escolas também terão o botão do pânico. Mais uma forma de garantir conexão com nossos órgãos de segurança, para dar mais tranquilidade aos funcionários, alunos e aos pais das nossas comunidades escolares – explica o prefeito Jorge Pozzobom.

Estado aposta em ações de orientações para a comunidade escolar

Na Rede Estadual de Ensino, a Secretaria de Educação (Seduc) informou que está monitorando os boatos em circulação e reforçou que não há alteração na rotina escolar. O pedido é para que pais e professores sigam mantendo as atividades dos alunos normalmente.

Com relação à prevenção, o Estado realiza ações de conscientização por meio do programa CIPAVE+ (Comissões Internas de Prevenção de Acidentes e Violência Escolar). A Seduc também enfatizou a orientação para que não sejam compartilhadas imagens de ataques em escolas para não estimular atos de violência.

As medidas foram discutidas durante reunião, solicitada pelo governador Eduardo Leite (PSDB), entre Seduc, Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) e a Secretaria de Segurança Pública (SSP), realizada na última segunda-feira (10).

Escolas particulares vão realizar reunião para tratar de medidas preventivas

Conforme o presidente do Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinepe/RS), Oswaldo Dalpiaz, diante da tragédia ocorrida na escola de Educação Infantil de Blumenau e de supostas ameaças em instituições do Estado, a orientação é que as escolas reforcem a vigilância e medidas preventivas de segurança.  

– É importante que todas as ações realizadas, neste sentido, sejam informadas aos alunos e famílias, para garantir um clima de tranquilidade, necessário para a realização das atividades pedagógicas. O Sindicato orienta às escolas que sigam com as atividades programadas, porém ressalta que as instituições têm autonomia de suspender as aulas se assim julgar prudente ou se as autoridades locais assim o definirem. A entidade espera que os comentários feitos através das redes sociais, ou outro meio de comunicação, para tumultuar o ambiente escolar sejam identificados e os responsáveis punidos.

Em breve, o Sindicato irá promover uma reunião com as escolas particulares para tratar sobre medidas preventivas de segurança. Também fará parte de um movimento nacional, proposto pela Federação Nacional das Escolas Particulares, em prol da valorização da vida e da escola.

O Grupo Diário tem como missão informar com precisão e responsabilidade. Neste momento, em que as redes sociais têm sido bombardeadas com inúmeras notícias falsas sobre ataques a escolas da região, reforçamos o compromisso de não dar espaço a esse tipo de notícia. De acordo com especialistas no tema, não dar fama a autores de ataques evita a visibilidade das ações e desestimula esse tipo de violência. Nossa política para divulgação dessas informações será restritiva. Ações frustradas ou meras ameaças não serão noticiadas.

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